sábado, 27 de junho de 2009

Papa recebe em audiência Grão-Mestre da Ordem de Malta

ZP09062606 - 26-06-2009
Permalink: http://www.zenit.org/article-21990?l=portuguese

Papa recebe em audiência Grão-Mestre da Ordem de Malta

Um dia depois da festa do padroeiro da Ordem, São João Batista

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira 26 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Bento XVI recebeu em audiência nesta quinta-feira, pela manhã, Fr. Matthew Festing, Príncipe e Grão-Mestre da Soberana Ordem Militar de Malta, junto a seus acompanhantes.

O encontro aconteceu um dia depois da festa do padroeiro da Ordem, São João Batista – 24 de junho – e durou cerca de 25 minutos.

Durante a audiência, trataram de temas referentes à atividade espiritual, humanitária e diplomática da Ordem, entre eles a estratégia para os próximos dez anos, estabelecida durante o seminário estratégico internacional da Ordem de Malta, realizado no último mês de janeiro em Veneza.

Também falaram do diálogo ecumênico levado a cabo pela Ordem com o patriarcado de Moscou e de Minsk e a assistência médica e social na Terra Santa e no Líbano.

Além disso, tocaram no tema da ajuda prestada diante do terremoto de Abruzzo pelo Corpo Italiano de Socorro da Ordem de Malta (CISOM).

Este grupo, formado por cerca de 2 mil voluntários (entre equipe médica, paramédica e socorristas), manterá sua responsabilidade da gestão dos dois acampamentos enquanto durar o estado de emergência.

No sábado, 20 de junho, Fr. Matthew Festing visitou Abruzzo pela segunda vez, depois de estar lá com os 700 desalojados acolhidos nos dois acampamentos, de San Felice d'Ocre e de Poggio di Roio, organizados pelo CISOM perto de L’Aquila.

Desde a primeira hora da manhã do dia 6 de abril, 67 voluntários – médicos, enfermeiros e socorristas especializados do CISOM – chegaram até o lugar do terremoto.

Cada dia, os voluntários da Ordem de Malta preparavam e distribuíam as refeições a aproximadamente duas mil pessoas, vítimas do terremoto.

Durante a audiência com o Papa, falou-se dos esforços da Ordem em Lampedusa, onde, em colaboração com a guarda costeira italiana, socorre os imigrantes no Estreito da Silícia.

Trataram também do trabalho humanitário nos campos de refugiados no Paquistão e no Sri Lanka e para a reconstrução de moradias em uma ampla região de Mianmar, afetada há um ano pelo ciclone Nargis.

Bento XVI também elogiou a atividade da Ordem e animou seus membros a manter-se fiéis ao carisma de testemunho da fé e a atenção aos pobres e doentes.

No final da audiência, o Grão-Mestre entregou ao Papa uma medalha comemorativa da Ordem de Malta.

O pontífice cumprimentou os membros do Soberano Conselho, o governo da Ordem, a maior parte dos quais foi confirmada para outros cinco anos no último capítulo geral, realizado em Roma nos dias 8 e 9 de junho.

Após o encontro com Bento XVI, o Grão-Mestre se reuniu durante 40 minutos com o secretário de Estado vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone.

A Ordem Soberana e Militar Hospitalar de São João de Jerusalém, de Rodes e Malta, fundada em Jerusalém há 960 anos, é uma entidade de direito internacional e de ordem religiosa da Igreja Católica.

Mantém relações diplomáticas com 100 Estados, entre eles a Santa Sé e a República Italiana. Tem 18 representantes oficiais e observadores permanentes nas Nações Unidas, na União Europeia e em numerosas organizações internacionais.

A Ordem está estabelecida em 54 países e conta com 12 grãos-priorados e subpriorados e 47 associações nacionais, além de numerosos hospitais, centros médicos, ambulatórios, corpos de socorro, fundações e estruturas especializadas que operam em 120 países.

Seus 12.500 membros e 80 mil voluntários, apoiados pela equipe de alto nível profissional, composta por outras 13 mil pessoas – médicos, enfermeiros, auxiliares e colaboradores –, dedicam-se a assistir os pobres, os doentes e todos os que sofrem.


[Para mais informação sobre a Ordem de Malta: www.orderofmalta.org]





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A matéria também está no website da Ordem de Malta com as fotos:

http://www.orderofmalta.org/site/notizia.asp?IDNotizia=487&idlingua=1

O Pergaminho de Chinon

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Antes Algumas Considerações:

1- Bárbara Frale, pesquisadora da biblioteca vaticana, e responsável por encontrar o pergaminho que estava desaparecido devido a um erro de catálogo, diz a respeito dele:

"Sua cerimônia de iniciação envolvia realmente cuspir na cruz, mas esta heresia era parte de uma preparação psicológica, caso tivessem de fazê-lo se fossem capturados por forças muçulmanas, disse a Drª Frale".

(http://www.timesonline.co.uk/tol/comment/faith/article6040521.ece#cid=OTC-RSS&attr=2015164)

2- Recomendo primeiramente a leitura de: http://www.zenit.org/article-19267?l=portuguese

Também em outros artigos deste blog há referências do processo.

3- O pergaminho de Chinon: http://asv.vatican.va/es/doc/1308.htm

4-
"A Drª. Frale disse que, entre outras alegadas infrações como a sodomia, os cavaleiros templários foram acusados de adorar ídolos, em particular uma "figura barbuda". Na realidade, no entanto, o objeto que tinham secretamente venerado era o Sudário".

(http://www.timesonline.co.uk/tol/comment/faith/article6040521.ece#cid=OTC-RSS&attr=2015164)
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A ABSOLVIÇÃO DO PAPA CLEMENTE V AOS LÍDERES MEMBROS DA ORDEM DO TEMPLO



Tradução livre de Reinaldo Toso Júnior, 12.nov.2006, São Paulo – Brasil, tradução sem fins lucrativos, sem propósitos comerciais e dirigida aos irmãos e irmãs da Ordem do Templo como material didático. A divulgação é permitida desde que citadas as fontes.








1- Introdução

O documento original é formado por um longo pergaminho de 70 por 58 cm, contendo os selos de três procuradores papais indicados pelo papa Clemente V para formar uma comissão de investigação papal, são eles Bérenger Frédo, Padre Cardeal titular da Santíssima Nereus e Achilleus e sobrinho do papa, Étienne de Suisy, Padre Cardeal da Santa Cyriac em Therminis, Landolfo Brancacci, Diácono Cardeal de São Ângelo.

O local é Chinon, na França, na Diocese de Tours, entre os dias 17 e 20 de Agosto de 1308.

Anexo ao documento há uma cópia autenticada com o número de referência Archivum Arcis Armarium D 218. O original possui marcas de decomposição bacteriana, mas pode ser lido, seu número de referência é o Archivum Arcis Armarium D 217. Estes dados foram obtidos a partir do Arquivo Secreto do Vaticano, intitulado “A tour of the Archives amid frescoes and documents, The Vatican School of Palaeography, Diplomatics and Archives Administration”, disponível em [http://asv.vatican.va/en/visit/doc/inform.htm], acesso em 10.nov.2006.

Esta investigação conduzida pelos padres nomeados pelo papa Clemente V no castelo de Chinon, diocese de Tours foi convertida para o português, tradução de livre interpretação do autor e convertida a partir do inglês cujo acesso foi em “2006 inrebus.com”, disponível em [http://www.inrebus.com/chinon.html], acesso em 29.out.2006.


A Tradução
Chinon, 17-20 de Agosto de 1308.


Em nome de Nosso Senhor, amém. Nós, Berengar, pela misericórdia de Deus, cardeal presbítero de SS. Nereus e Achileus, e Stephanus, cardeal presbítero de St. Ciriacus em Therminis, e Landolf, cardeal diácono de St. Angel declaramos, diretamente por meio desta carta oficial, para todos que irão ler isso, desde que nosso Santo Padre e Senhor Clemente, pela divina providência o supremo pontífice da Santa Igreja Universal de Roma, que após receber os apelos verbais e também clamorosos relatórios do ilustríssimo rei da França e prelados, duques, condes, barões e outros relacionados ao dito reino, por ambos, nobres e comuns, entre os quais alguns irmãos, presbíteros, cavaleiros, preceptores e serventes da ordem do Templo, teve iniciado um questionamento em assuntos referentes aos irmãos, [questões de fé Católica] e a Regra da dita Ordem, por razão de que esta sofreu pública infâmia, o mesmo senhor Papa desejando e intencionado conhecer a pura, a completa e descompromissada verdade dos líderes da mencionada Ordem, citados: irmão Jacques de Molay, grão-mestre da Ordem dos Cavaleiros Templários, irmão Raymbaud de Caron, preceptor da comanderia dos Cavaleiros do Templo em Outremer, irmão Hugo de Pérraud, preceptor da França, irmão Geoffroy de Gonneville, preceptor da Aquitânia e Poitou, e Geoffroy de Charny, preceptor da Normandia ordenou e nomeou a nós especificamente por sua expressão verbal de maneira que deveríamos com diligência examinar a verdade por meio de questionamento ao grão-mestre e aos anteriormente mencionados preceptores – um por um e individualmente, convocando tabeliões públicos e confiáveis testemunhas.

Após agir de acordo com o mandado e nomeação do dito Senhor Supremo Pontífice, nós questionamos o grão-mestre anteriormente mencionado e os preceptores e investigamo-los referente aos assuntos descritos anteriormente. Suas palavras e confissões foram escritas exatamente pela maneira que estão incluídas aqui pelos tabeliões cujos nomes estão listados abaixo e na presença das testemunhas listadas também abaixo. Nós também ordenamos estas coisas escritas nesta forma oficial e validamos com a proteção de nossos selos.

No ano de Nosso Senhor de 1308, sexto interrogatório, no décimo sétimo dia de Agosto, no terceiro ano de pontificado do Papa Clemente V, irmão Raymbaud de Caron, preceptor da comanderia dos Cavaleiros Templários em Outremer, foi trazido à nossa presença, os padres anteriormente mencionados, no castelo de Chinon na diocese de Tours. Com sua mão sobre o Sagrado Testamento do Senhor ele pronunciou um juramento para falar a pura e completa verdade sobre si mesmo bem como sobre indivíduos e irmãos da Ordem, e sobre a Ordem em si mesma, referente às questões da fé Católica e a Regra da mencionada Ordem, e também sobre cinco indivíduos em particular e irmãos da Ordem. Diligentemente o interrogamos sobre o tempo e as circunstâncias de sua iniciação na ordem e ele disse que isso foi há quarenta e três anos ou próximo disso desde que ele foi ordenado e admitido na Ordem do Templo por Roncelin de Fos, naquele tempo preceptor de Provence, na cidade de Richarenchess, na diocese de Carpentras ou Saint-Paul-Trois-Châteaux, no chapel da comanderia Templária local. Durante a cerimônia o patrono não disse nada ao noviço que não fosse apropriado, mas após a admissão um irmão servente veio até ele, cujo nome ele não se lembra, e que para ele já está morto há muito tempo. Relatou que prenderam no lado de seu manto uma cruz pequena, e quando todos os irmãos se retiraram e permaneceu sozinho com este irmão-empregado, ele contou que este irmão-empregado mostrou a cruz a ele, e que não recorda se havia efígie no crucifixo ou não, mas acredita, entretanto, que era um crucifixo pintado ou talhado. E este irmão-empregado disse a ele: "você deve renegar este”. E o interrogado, não acreditando cometer um pecado, disse: "eu renego". Esse irmão-empregado disse também á ele que deveria preservar a pureza e a castidade, mas se não poderia fazer assim, era melhor fazer secretamente do que publicamente. O interrogado disse também que sua negação não veio do coração, mas da boca. Então disse que no dia seguinte revelou isto ao bispo de Carpentras, seu parente de sangue, que estava naquele lugar mencionado e naquela época, e o bispo contou que ele tinha agido errado e cometido um pecado. Então ele confessou sobre seus atos com este mesmo bispo e que foram atribuídas penitências e que, de acordo com ele, as cumpriu.


Quando questionado sobre o pecado de sodomia, ele disse que nunca esteve à par disso, participado ou feito, e que nunca tinha ouvido sobre cavaleiros Templários envolvidos neste pecado, exceto daqueles três cavaleiros que tinham sido punidos com prisão perpétua no Castelo de Pilgrim. Quando perguntado sobre os outros irmãos da mencionada Ordem se haviam sido recebidos na ordem da mesma maneira que ele, este respondeu que não sabia por que ele nunca havia iniciado [alguém] e que nunca havia visto alguém ser aceito na Ordem além de dois ou três irmãos. A respeito deles não soube se negaram Cristo ou não. Quando lhe foi perguntado sobre os nomes destes irmãos disse que um chamava-se Peter, mas que não recordou seu nome de família. Quando lhe foi perguntado com qual idade foi feito irmão na ordem mencionada respondeu que tinha dezessete anos de idade ou perto disso. Quando lhe foi perguntado sobre cuspir na cruz e sobre a adoração da cabeça, ele disse que não sabia de nada, adicionando que nunca tinha ouvido falar dessa cabeça até que ouviu o senhor papa Clemente falar disso no ano passado.

Quando lhe foi perguntado sobre a prática de beijar, respondeu que o irmão acima mencionado, Roncelin, o beijou na boca quando o recebeu como um irmão; disse que não sabia de nada sobre outros beijos. Quando lhe foi perguntado se quis manter o que tinha dito durante a confissão, e se o tinha feito de acordo com a verdade, e se tinha adicionado qualquer coisa falsa ou tinha omitido qualquer coisa que fosse verdade, ele respondeu que quis manter o que tinha dito previamente em sua confissão, que era verdade e que nem adicionou qualquer coisa que fosse falsa, e nem omitido qualquer coisa que fosse verdade. Quando lhe foi perguntado se confessou devido a um pedido, recompensa, gratidão, favor, medo, ódio ou persuasão por alguma outra pessoa, ou o uso de força, impedimento, ou medo da tortura, ele respondeu que não.

Mais tarde, este irmão Raymbaud dobrou-se de joelhos e com suas mãos unidas pediu nosso perdão e misericórdia a respeito das ações acima mencionadas. E enquanto implorava desta maneira, o irmão Raymbaud renunciou em nossa presença a heresia relatada anteriormente, bem como a qualquer outra heresia. Pela segunda vez ele fez o juramento com sua mão em cima do Livro Sagrado de Nosso Senhor de que obedeceria aos ensinamentos da igreja, que manterá, defenderá e observará a fé católica que a Igreja Romana mantém, defende e proclama, da mesma forma que ensina e requer dos outros que sigam isso, e que viverá e morrerá como um cristão fiel. Após este juramento, pela autoridade do senhor papa concedeu-nos especificamente para essa finalidade, nós estendemos a este suplicante e humilde irmão Raymbaud, em uma forma aceita pela igreja, a misericórdia da absolvição do veredicto de excomunhão que tinha incorrido pelas ações acima mencionadas, restaurando-o à unidade com a Igreja e restabelecendo-o para a comunhão da fé e aos sacramentos da Igreja.


Também, no mesmo dia, o irmão cavaleiro Geoffroy de Charny, preceptor da comanderia da Ordem do Templo na Normandia, apareceu pessoalmente da maneira e forma previamente descrita, à nossa presença, e na presença dos tabeliões, bem como das testemunhas, modestamente jurou com suas mãos sobre o Testamento do Senhor e foi questionado sobre a maneira de sua admissão na mencionada Ordem. Ele testemunhou que isso foi há quarenta anos ou perto disso, desde que foi aceito na Ordem dos Cavaleiros Templários pelo irmão Amaury de la Roche, o preceptor da França em Étamps na diocese de Sens, no chapel local da comanderia do Templo. Presentes à cerimônia estavam os irmãos Jean le Franceys, preceptor de Pédenac, e nove ou dez irmãos, ou algo assim, da Ordem mencionada, os quais ele acredita estarem mortos agora. E então, uma vez que tinha sido aceito na ordem e o manto da ordem colocado em seus ombros, o irmão que executou a cerimônia colocou-se ao lado dele, dentro do mesmo chapel, e mostrando-lhe um crucifixo com uma efígie de Cristo, disse-lhe que não deveria acreditar no crucificado, mas deveria de fato renunciá-lo. Então o irmão recentemente aceito na demanda do dito receptor renegou verbalmente, mas não em seu coração. Também, disse que na altura de sua iniciação, o noviço beijou o receptor na boca e em seu peito através da roupa como um sinal de reverência.

Quando perguntado se os irmãos da Ordem do Templo haviam sido aceitos da mesma que ele em suas iniciações, ele disse que não sabia. Disse também que ele mesmo recebeu um irmão na ordem mencionada com o mesmo cerimonial com o qual ele mesmo foi iniciado. Mais tarde ele aceitou muitos outros sem a renúncia descrita anteriormente e de maneira correta. Disse ele também que confessou sobre a renuncia da cruz que tinha feito durante a cerimônia de iniciação e sobre ser forçado a fazer assim pelo irmão que executava a cerimônia, ao patriarca de Jerusalém daquela época, e foi absolvido por ele.

Quando questionado diligentemente sobre cuspir na cruz, da prática de beijar, da prática de sodomia e na adoração da cabeça, ele respondeu que não sabia nada sobre isso. Posteriormente questionado, disse que acreditava que outros irmãos tinham sido aceitados na ordem da mesma maneira que ele foi. Ele disse, entretanto que não sabia com certeza desde quando estas coisas recentes aconteceram de modo que outros irmãos que estavam no edifício se viram ou se ouviram o que aconteceu com eles. Perguntado sobre a idade na qual foi aceito na ordem dita, respondeu que foi com dezesseis ou dezessete ou próximo disso. Quando lhe foi perguntado se havia contado estas coisas devido a um pedido, recompensa, gratidão, favor, medo, ódio ou persuasão por alguma outra pessoa, ou o uso de força, ou medo da tortura ou impedimento, respondeu que não. Quando lhe foi perguntado se quis manter o que tinha dito durante a confissão, se foi feito de acordo com a verdade, e se tinha adicionado qualquer coisa falsa ou tinha omitido qualquer coisa verdadeira, respondeu que quis manter o que tinha dito previamente em sua confissão e durante esta que tinha dito somente o que era verdadeiro, que o que disse era de acordo com a verdade e que nem adicionou qualquer coisa que era falsa e nem omitiu qualquer coisa que era verdadeira.


Após isto, nós concluímos em estender a misericórdia da absolvição por estes atos ao irmão Geoffroy, quem na forma e maneira descrita acima renunciou em nossa presença a heresia descrita e qualquer outra heresia, e jurou em pessoa sobre o Santo Evangelho do Senhor, e humildemente pediu pela misericórdia da absolvição, restaurando-o para a comunhão e a fé nos sacramentos da Igreja.

No mesmo dia, em nossa presença e na presença dos tabeliões e das testemunhas listadas abaixo, o irmão Geoffroy de Gonneville, pessoalmente apareceu e foi diligentemente questionado sobre o tempo e as circunstancias de sua admissão e sobre os assuntos descritos acima. Ele respondeu que tinha vinte e oito anos ou perto disso desde que foi recebido como um irmão na Ordem dos Cavaleiros Templários pelo irmão cavaleiro Robert de Torville, preceptor da comanderia da Ordem Templária da Inglaterra, na cidade de Londres, no chapel local da comanderia. E este receptor, após colocar o manto dos cavaleiros Templários em cima de seus ombros recebendo-o como membro, mostrou-lhe a cruz desenhada em algum livro e disse que renunciasse a imagem desenhada nessa cruz. O recém admitido não quis fazer assim, o receptor disse-lhe repetidas vezes que deveria fazer assim. E como este se recusou completamente em o fazer, o receptor, vendo sua resistência, disse-lhe: "contanto que eu permito que você não o faça, você jurar-me-á que se perguntado por alguns dos irmãos você dirá que fez esta renúncia?" E o recém admitido respondeu "sim", e prometeu que se fosse questionado por algum irmão da ordem dita diria que tinha executado a renúncia. E, como disse, não fez nenhuma renúncia de outra maneira. Disse também que o receptor mencionado lhe disse que deveria cuspir na cruz descrita. Quando o recém admitido não desejou fazer assim, o receptor colocou sua própria mão sobre o desenho da cruz e disse-lhe: "ao menos cuspa em minha mão!" E o admitido temendo que o receptor removesse sua mão e algum deste cuspo pegasse na cruz, não quis cuspir na mão com a cruz estando próxima. Quando questionado diligentemente a respeito do pecado de sodomia, da adoração da cabeça, sobre a prática de beijos e outras coisas que haviam atribuído aos irmãos da ordem dita uma reputação má, disse que não sabia de nada. Quando perguntado se outros irmãos da ordem foram aceitos na ordem da mesma maneira que ele, disse que acreditava que o mesmo tivesse sido feito aos outros como lhe foi feito na altura da descrição de sua iniciação.

Quando lhe foi perguntado se o que ele havia dito era para atender a um pedido, recompensa, gratidão, favor, medo, ódio ou persuasão por alguém, ou uso da força, impedimento ou medo de tortura, ele respondeu que não. Após isto, nós concluímos em entender a misericórdia da absolvição por estes atos ao irmão Geoffroy de Goneville, quem na forma e maneira descrita acima renunciou em nossa presença as heresias descritas acima e qualquer outra heresia, e jurou em pessoa sobre o Evangelho Sagrado do Senhor, e humildemente pediu pela misericórdia da absolvição, restaurando-o à unidade com a Igreja e restabelecendo-o para com a comunhão da fé e os sacramentos da Igreja.

Então no décimo nono dia do mês, em nossa presença e na presença dos tabeliões e das mesmas testemunhas, Hugo de Pérraud, preceptor Templário das comandarias na França apareceu pessoalmente e tomou juramento sobre o Evangelho Sagrado do Senhor, colocando suas mãos sobre o mesmo da mesma maneira descrita acima. Este irmão Hugo tendo jurado como indicado, e sendo diligentemente questionado sobre a maneira da sua iniciação disse que foi recebido em Londres na comanderia local do Templo, na respectiva igreja. Isso foi a quarenta e seis anos atrás, após passada a festa de Santa Magdalena. Ele foi nomeado irmão da Ordem pelo irmão Hubet de Perraud, seu próprio pai, como Visitante da comanderia Templária na França e Poitou, quem colocou sobre seus ombros a túnica da respectiva Ordem. Isto tendo sido efetuado, algum irmão da referida Ordem, chamado John, quem mais tarde tornou-se preceptor de La Muce, levou-o até um determinado lugar do chapel e mostrado-lhe a cruz com a efígie de Cristo e ordenado a ele que renunciasse Aquele cuja imagem estava representada lá. Ele recusou-se, o quando pode, de acordo com ele. Neste meio tempo, entretanto, pressionado por medo e ameaças do irmão John, ele renunciou Aquele que estava representado na cruz apenas uma vez. E também o irmão John muitas vezes ordenou que ele cuspisse sobre aquela cruz, e ele recusou-se a fazer.


Quando perguntado se ele tinha beijado o receptor, ele disse que o fez, apenas na boca.

Quando perguntado sobre o pecado de sodomia, ele respondeu que aquilo nunca havia sido imposto a ele ou feito isso.

Quando lhe foi perguntado se ele havia aceitado outros na Ordem, ele respondeu que o fez muitas vezes, e que aceitou mais pessoas do que qualquer outro irmão vivo da Ordem.

Quando questionado sobre a cerimônia por meio da qual ele os aceitou, ele disse que após eles terem sido admitidos na Ordem e recebido o manto, ele ordenou-lhes que renunciassem ao crucifixo e o beijasse no fundo da parte traseira, no umbigo e então na boca. Disse também que impôs a eles para absterem-se da parceria com mulheres, e, se fossem incapazes de conter seu desejo, juntarem-se com os irmãos da ordem. Disse também sob o juramento que a renúncia acima mencionada, executada durante a iniciação, assim como outras coisas descritas que ele exigiu daqueles recebidos por ele, foi feito na palavra somente, e não no espírito. Quando perguntado porque se sentiu culpado e não executou no espírito aquelas, ele respondeu que tais eram os estatutos ou recomendações das tradições da ordem e que esperou sempre que este erro fosse removido da ordem mencionada. Quando perguntado se alguns dos membros recebidos recentemente por ele se recusaram em executar estas coisas desonestas como cuspir e outras descritas e listadas acima, ele respondeu que somente poucos, e geralmente todos fizeram como requisitado. Disse também que embora ele mesmo instruísse irmãos da ordem que iniciou para se juntarem com outros irmãos, não obstante nunca tenha feito aquilo, não ouviu que qualquer um cometesse este pecado, à exceção dos dois ou três irmãos em Outremer que encarcerados no Castelo de Pilgrim. Quando questionado se soube se todos os irmãos da ordem dita fossem iniciados da mesma maneira que ele iniciou outros, disse que não sabe com certeza sobre os outros, apenas sobre si mesmo e aqueles que iniciou, porque os irmãos são iniciados em tal segredo que nada pode ser sabido à exceção diretamente daqueles que estão presentes. Quando perguntado se acreditou que todos foram iniciados nesta maneira, disse que acreditou que o mesmo ritual é usado ao iniciar outro como foi usado em seu caso e enquanto ele mesmo administrou quando recebeu outro. Quando inquirido sobre a cabeça de um ídolo que fosse adorada, reportado pelos Templários, disse que lhe foi mostrado em Montpellier pelo irmão Peter Alemandin, preceptor desse lugar, e que esta cabeça remanesceu na posse do irmão Peter. Quando perguntada sua idade quando foi aceito na ordem mencionada, respondeu que ouviu sua mãe dizer que tinha dezoito. Ele disse também que previamente confessou sobre estas coisas na presença do irmão Guillaume de Paris, inquisidor de ações heréticas, ou do seu deputado. Esta confissão foi registrada pelas mãos e assinada por Amise d'Orleans e outros tabeliões públicos. Ele deseja manter essa confissão, tal como está, bem como mantém a presente confissão que está em concordância com a anterior. E se há qualquer coisa adicional nesta confissão em frente ao Inquisidor ou seu deputado, como dito acima, ele ratifica, aprova e confirma isso.

Quando lhe foi perguntado se confessou estas coisas devido a um pedido, recompensa, gratidão, favor, medo, ódio, ou persuasão por alguma outra pessoa, ou o uso de força, ou medo da tortura ou impedimento, respondeu que não. Quando lhe foi perguntado se após sua prisão foi submetido qualquer questionamento ou tortura, respondeu que não. Após esta, nós concluímos em estender a misericórdia da absolvição por estes atos ao irmão Hugo, que no formulário e na maneira conforme descrito acima renunciou em nossa presença a heresia descrita e todas outras, e jurou em pessoa sobre o Evangelho Sagrado do Senhor, e pediu humildemente a misericórdia da absolvição, restaurando-o à unidade com a Igreja e restabelecendo-o à comunhão, a fé e aos sacramentos da igreja.


Então no vigésimo dia do mês, em nossa presença, e na presença dos tabeliões e das mesmas testemunhas, o irmão-cavaleiro Jacques de Molay, grão-mestre da ordem dos cavaleiros do Templo apareceu pessoalmente e jurando na forma e na maneira descritos acima, e sendo questionado diligentemente, disse que foi a quarenta e dois anos ou perto disso quando foi recebido como um irmão da ordem dita pelo irmão-cavaleiro Hubert de Pérraud, naquele tempo Visitador da França e de Poitou, em Beune, diocese de Autun, no chapel do comanderia local do Templo desse lugar. A respeito da maneira de sua iniciação na ordem, disse que quando recebeu o manto o receptor lhe mostrou a cruz e disse que renunciasse o Deus cuja imagem estava descrita nessa cruz, e que deveria cuspir na cruz. O qual, não cuspiu na cruz, mas próximo dela, de acordo com suas palavras. Disse também ter feito esta renúncia em palavras, não no espírito. Ele foi questionado diligentemente a respeito do pecado de sodomia, da cabeça adorada e da prática dos beijos ilícitos, disse que não sabia sobre aquilo. Quando lhe foi perguntado se confessou estas coisas devido a um pedido, recompensa, gratidão, favor, medo, ódio ou persuasão por alguma outra pessoa, ou o uso da força, ou medo da tortura ou impedimento, respondeu que não.

Quando lhe foi perguntado se, após sua prisão, foi submetido a qualquer questionamento ou tortura, respondeu que não. Após isto, nós concluímos em estender a misericórdia de absolvição por estes atos ao irmão Jaques de Molay, o grão-mestre da ordem mencionada, na forma e na maneira descritas acima, o mesmo renunciou em nossa presença a heresia descrita e qualquer outra, e jurou em pessoa sobre o Evangelho Sagrado do Senhor, e pediu humildemente a misericórdia da absolvição, restaurando-o à unidade com a igreja e restabelecendo-o à comunhão da e aos sacramentos da igreja.

No mesmo vigésimo dia do mês, em nossa presença, e na presença dos tabeliões e das mesmas testemunhas, irmão Geoffroy de Gonneville livremente e dispostamente ratificou, aprovou e confirmou sua confissão assinada que lhe foi lida em sua língua nativa, e deu garantias que pretende atender e manter ambas a confissão e a confissão que ele fez em uma diferente ocasião em frente do Inquisidor esta confissão e a confissão que fez em uma ocasião diferente na frente do Inquisidor ou inquisidores referente às transgressões heréticas acima mencionadas, tanto quanto isto está em concordância com a confissão feita em nossa presença, os tabeliões e testemunhas acima descritas; e se há alguma coisa extra contida na confissão feita em frente ao Inquisidor ou inquisidores, como dito anteriormente, ele ratifica, aprova e confirma isso.

No mesmo vigésimo dia do mês, em nossa presença, e na presença dos tabeliões e as mesmas testemunhas, irmão-preceptor Hugo de Perraud em uma maneira similar livremente e dispostamente ratificou, aprovou e confirmou sua confissão assinada que lhe foi lida em sua língua nativa.
Nós requisitamos Robert de Condet, clérigo da diocese de Soissons, um tabelião pelo poder apostólico, que estava conosco com os tabeliões e as testemunhas listados abaixo, registrar e fazer público como evidência estas confissões, assim como cada coisa descrita acima do que ocorreu na frente de nós, os tabeliões e as testemunhas, e também tudo feito por nós, exatamente como se mostra acima, e para o validar aplicar nossos selos.

Isto foi feito no ano, interrogatório, mês, dia, pontificado e lugar indicado acima, em nossa presença e na presença de Umberto Vercellani, de Nicolo Nicolai de Benvenuto e de Robert de Condet, acima mencionado, também dos mestres Amise d'Orleans, o Ratif, tabeliões públicos pelo poder apostólico, bem como os distintos pios irmãos Raymond, abade do monastério beneditino de St. Theofred, diocese de Annecy, Berard mestre de Boiano, arque-diácono de Troia, Raoul de Boset, confessor e cânon de Paris, e de Pierre de Soire, observador de Saint-Gaugery-Gaugery em Cambresis, que foram escolhidos especificamente como testemunhas.


Eu, Robert de Condet, clérigo da diocese de Soissons, tabelião pelo poder apostólico, observei com outros tabeliões e testemunhas cada e todas as coisas descritas acima que ocorreram na presença dos anteriormente padres reverendos senhores cardeais presbíteros, eu mesmo e outros tabeliões e testemunhas, bem como o que foi feito por seus senhores. Sob as ordens de seus senhores os cardeais presbíteros, eu fiz este registro, coloquei-o em uma forma oficial, e selei isso com meu selo, sendo o que foi pedido.

E também eu, Umberto Vercellani, clérigo de Béziers, tabelião pelo poder apostólico, observei com outros tabeliões e testemunhas cada e todas as coisas descritas acima que ocorreram na presença dos senhores anteriormente mencionados cardeais presbíteros exatamente como está demonstrado acima em completo detalhe. Sob as ordens destes cardeais presbíteros, por garantia adicional, eu assinei ao final deste registro e selei-o com meu selo.

E também eu, Nicolo Nicolai de Benevento, tabelião pelo poder apostólico, observei com os outros acima mencionados tabeliões e testemunhas cada e todas as coisas descritas acima e que ocorreram na presença dos anteriormente mencionados senhores cardeais presbíteros, bem como o que foi feito pelos seus senhores exatamente como está descrito acima em total detalhe. Sob as ordens destes cardeais presbíteros, por segurança adicional, eu assinei abaixo deste registro e o selei com meu selo.

E também eu, Arnulphe D´orléans, chamado o Ratif, tabelião pelo poder da Santa Igreja de Roma, observei com os outros acima mencionados tabeliões e testemunhas, confissões, depoimentos e outros, e cada e todas as coisas descritas acima que ocorreram na presença dos acima mencionados padres reverendos senhores cardeais presbíteros, bem como o que foi feitos por seus senhores exatamente como está descrito acima em total detalhe. Sob as ordens destes cardeais presbíteros, como testemunha da verdade, eu assinei abaixo deste registro e selei com meu selo, sendo o que foi pedido.



[retirado de: http://br.geocities.com/osmtj_go/chinon.htm]

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Responsáveis pelo fim dos Templários

O fim do Templo

Nesta pesquisa iremos evidenciar que o único responsável pelo fim dos Templários foi o Rei Felipe, O belo.

Todas as acusações contra os Templários partiram do Rei Felipe da França motivado pela ganância em se apossar de seus bens devido a problemas de estado, isso é aceito por todos historiadores sérios.

As perseguições contra os Templários também partiram do Rei Felipe, o Papa Clemente V, prometeu um inquérito para investigar as denúncias, porém o Rei sequer esperou o término deste inquérito e mandou prender todos e torturá-los para obter as confissões necessárias.

Enquanto isso o Rei Felipe ao mesmo tempo confiscava todos os bens que podia e incentivou a outros Reis a fazerem o mesmo.

Ação da Igreja


O tribunal espiritual também os interrogou, seus líderes foram absolvidos de todas confissões que haviam feito, veja o sobre o pergaminho de Chinon:

ANEXO

Documento de Absolvição dos Templários

.
PERGAMINO DE CHINON - ABSOLUCIÓN DEL PAPA CLEMENTE V
PARA LOS JEFES DE LA ORDEN TEMPLARIA
Chinon, diócesis de Tours, 17-20 de agosto de 1308
http://asv.vatican.va/es/doc/1308.htm

Esse documento foi descoberto pela historiadora do arquivo do vaticano Doutora Barbara Frale, o desaparecimento do documento foi devido a um erro de catálogo.



[Segundo o Santo Ofício – que não deixou de existir, e hoje se chama Congregação para Doutrina da Fé –, aqueles que declaravam arrependimento eram absolvidos. Hoje, esse processo pode ser visto em penas de excomunhão, por exemplo.

O poder que a igreja exercia sob a parte jurídica foi um marco na história da legislação tais como a conhecemos, foi só a partir daí que as penas não visavam só punir, mas buscavam o arrependimento dos criminosos.]


De Molay foi queimado vivo porque voltou atrás em suas declarações.
Entenda melhor neste artigo, como ele foi subtraído da custódia e executado:

http://duglan.blogspot.com/2009/05/maldicao-de-jacques-de-molay.htm
l




[a pena de fogueira era uma pena no direito romano, e não prevista pela Inquisição, as penas dos criminosos quando declarados culpados eram executadas pelo estado e não pela Igreja]

O Rei Felipe o belo visava destruir a Ordem do Templo a qualquer custo, e para isso era necessário condená-los também por um tribunal espiritual, o caso dos Templários, assim como o de Santa Joana d’Arc é considerado justamente os dois casos falsos promovidos pelo estado, onde o estado tentou manipular o tribunal espiritual para condenação dos acusados.


Muitos acreditam que a Igreja tinha plenos poderes "sobre o céu e a terra", o que é a mais pura ignorância, o estado em toda história aparece indo contra as decisões da Igreja e pela força impondo suas Leis Laicas.

Mais adiante veremos outro exemplo disso.

Decisões da Igreja sobre os bens Templários



A Igreja sequer julgou a Ordem do Templo sob aspecto moral, o Concílio Ecumênico de Viena decidiu suspender a Ordem do Templo por medida preventiva (ver concílio ecumênico de viena: http://www.piar.hu/councils/ecum15.htm ), e os bens foram repassados para outras Ordens militares.

A decisão de suspensão parecia conveniente visto que a já há muito tempo se pensava na fusão das Ordens Militares, pois elas estavam se tornando caras, tiveram grandes perdas nas suas últimas investidas em Cruzadas.

Mas o problema estava apenas começando, o que fazer, por exemplo, com os bens em terras de Portugal?


Se os bens em terras dos Templários de Portugal passassem para Ordem do Hospital que tinha sede em Jerusalém, Portugal se tornaria um estado dentro de um estado.


Como a decisão do Concílio Ecumênico de Viena era passar os bens para outras Ordens Militares, restou ao Rei D. Dinis criar a Ordem do Nosso Senhor Jesus Cristo, uma Ordem Régia, a serviço do estado português, mas que seguiam regras semelhantes aos templários como base nas regras da Ordem Católica Cisterciense.


Ordem de Cristo


Como muitas pessoas costumam a fantasiar demasiadamente a respeito da Ordem de Cristo, vamos agora vê-la pela perspectiva do estado.

Os bens templários portugueses não passaram para ordem do hospital segundo concílio de Viena
- COSTA, 1994: 14

Em 1310 o Papa solicita concílio para avaliar a conduta dos templários ibéricos, sendo eles, inocentados.

ALMEIDA, volume I, 1967: 155

Mas D. Dinis que já tivera vários problemas com a Igreja já estava preparado para qualquer eventualidade defender suas terras portuguesas se desse algo de errado, com Fernando IV de Castela, e poderia incluir o rei de Aragão.

ALMEIDA, volume I, 1967: 155


Na bula Ad providam de não transferência para ordem do hospital entra justamente: os reinos de Castela, Aragão, Portugal e Maiorca.

Isso tudo seria necessário para evitar um cisma geopolítico

-DEMUGER, 1986: 236.

A D. Dinis só interessava que os bens templários não saíssem do país.

ERDMANN, 1940: 51

__
COSTA, Ricardo L. S. da. A Ordem dos cavaleiros do Hospital de São João de Jerusalém durante as cruzadas (1048-1291). Rio de Janeiro: Universidade Estácio de Sá, mimeografado, 1994.
ALMEIDA, Fortunato de. História da Igreja em Portugal. Porto: Portucalense Editora, S.A.R.L., volume I, 1967
DEMUGER, Alain. Auge y caída de los Templarios (1118-1314). Barcelona: Ed. Martínez Roca, 1986.
ERDMANN, Carl. A Idea de Cruzada em Portugal. Coimbra: Public. do Instituto Alemão da Universidade de Coimbra, 1940.
Citados em http://www.ricardocosta.com/pub/ddinis.htm








sábado, 13 de junho de 2009

São Bernardo de Clairvaux (1090 - 1153)

São Bernardo de Clairvaux (1090 - 1153)

Patrono dos Templários


Redator das Regras Templárias

Autor de Elogio a Nova Milícia (De Laude Novae Militiae)


Teólogo francês nascido em Fontaine-les-Dijon, perto de Dijon, na Borgonha francesa, que se distinguiu nas questões religiosas mais importantes de seu tempo perante papas e reis, sempre apoiando as autoridades eclesiásticas diante das pretensões dos monarcas.

De família nobre, ingressou no mosteiro de Cîteaux (1112) dedicando-se ao estudo da teologia. Fundou a abadia de Claraval (1115), da qual foi o primeiro abade, que chegou a reunir mais de 700 monges em mais de 163 mosteiros em diferentes países europeus.

Apoiou o papa Inocêncio II contra o antipapa Anacleto II (1130) e a pregação da segunda cruzada (1147) sob recomendação do papa Eugênio III e do rei Luís VII da França.

Em seu livro Adversus Abaelardum combateu obstinadamente as teorias do filósofo e teólogo Pedro Abelardo.

Foi canonizado pelo papa Alexandre III (1174) e depois recebeu o título de doutor da igreja (1830).

http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/BernClav.html



Da Consideração


Ao papa Eugenio, Da Consideração (1149-1152)

São Bernardo de Claraval (1090-1153)

Trad.: Prof. Dr. Ricardo da Costa (Ufes)

(...)

E quando é duro um coração? Quando não se rompe pela compunção, nem se abranda com a compaixão, nem se comove na oração; não cede ante as ameaças, nem se encrespa com os flagelos; é ingrato com os bens que recebe, desconfiado com os conselhos, cruel nos julgamentos, cínico diante do indecoroso, impávido ante os perigos, desumano com os homens, e temerário com o divino; dá as costas a tudo, o presente não lhe importa, não teme o futuro. É de coração duro o homem que, do passado, só recorda as injúrias que lhe fizeram; não se aproveita do presente e, do futuro, só imagina a maquinação da vingança. Em outras palavras: é de coração duro aquele que nem teme a Deus, nem respeita o homem.

(...)

Texto Completo: http://www.ricardocosta.com/textos/bernardo2.htm

Da Consideração - Livro II


Ao papa Eugenio, Da Consideração (1149-1152)
Livro II
São Bernardo de Claraval (1090-1153)

Trad.: Prof. Dr. Ricardo da Costa (Ufes)

http://www.ricardocosta.com/textos/bernardo3.htm



De Laude Novae Militiae - Elogio a Nova Milícia


Aos Cavaleiros Templários por São Bernardo



Ouviu-se dizer que um novo gênero de milícia acaba de nascer na terra, e precisamente naquela região onde outrora veio visitar-nos em carne o Sol do Oriente, para que ali mesmo onde Ele expulsou com o poder do seu robusto braço aos príncipes das trevas exterminem agora aos pólos daqueles, filhos da infidelidade e da confusão, por meio destes fortes filhos seus, resgatando também ao povo de Deus e suscitando um poderoso Salvador na casa de David seu Servo

(...)

Avancem em segurança, Cavaleiros, e com almas destemidas, partam em combate aos inimigos da cruz de Cristo, certos que nem a morte nem vida, podem separá-los do amor de Deus que está em Jesus Cristo e repitam a si mesmos nos momentos de perigo: "Quer vivamos quer morramos, somos do Senhor"¹

¹Rom 14:8




Mais algumas traduções:

Sermão 80 sobre o Cantar dos Cantares [1]
São Bernardo de Claraval (1090-1153)
Tradução e notas: Ricardo da Costa (Ufes)

[1] Tradução a partir da edição bilíngüe Obras completas de San Bernardo V. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos (BAC), MCMLXXXVII, p. 988-1001.

http://www.ricardocosta.com/textos/bernardo4.htm


+ + +

Carta de Bernardo a Roberto, seu sobrinho, que mudou da ordem cisterciense para a cluniacense [1]
São Bernardo de Claraval (1090-1153)
Trad.: Prof. Dr. Ricardo da Costa (Ufes)

[1] Tradução a partir da edição bilíngüe (latim-espanhol) Obras completas de San Bernardo VII - Cartas. Madrid: Biblioteca de Autores Cristianos, MCMXC, p. 02-59.

http://www.ricardocosta.com/textos/bernardo.htm





Opera Omnia - Obras Completas

(em latim)

http://www.binetti.ru/bernardus/

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Salmo 115 - Lema dos Templários - Análise

1. Não a nós, Senhor, não a nós, mas a teu nome dá glória, por tua graça e por tua fidelidade.

[exaltar e celebrar suas perfeições. Ver também: Dt. 32:3;
Sal. 29:1-2; 115:1; Lc. 17:18; Ro. 14:11]

2. Por que os povos deveriam dizer: “Onde está o Deus deles?”

[porque os profetas de Israel ao estigmatizar a incapacidade e a impotência dos ídolos ( Sal. 115:2-8) obedecia uma ordem formal de Deus. Ver também: Is. 2:8, 18-21; 40:19, 20; 44:9-20; Jer. 10:3-5]


3. Nosso Deus está nos céus, realiza tudo quanto quer.

4. § Os ídolos das nações são prata e ouro, feitos por mãos humanas;

[Refere-se as nações pagãs, e seus “Deuses” que eram conhecidos como ídolos mudos, e que eram feitos de prata e ouro, como em prata e ouro era feita a reprodução de templos pagãos (Hch. 19:24). Ver também: -Hb. 2.18 Is. 46.7 Jr. 10.5;Ire. 18.26,2.-]


5. têm boca e não falam, têm olhos e não vêem,
6. têm ouvidos e não ouvem, têm nariz e não cheiram.
7. Têm mãos e não palpam, têm pés e não andam; da garganta não emitem sons.
8. Sejam como eles os que os fabricam e todos os que neles confiam.

[Idem]

9. § É no SENHOR que Israel confia: ele é seu auxílio e seu escudo.
10. É no SENHOR que a casa de Aarão confia: ele é seu auxílio e seu escudo.

[Aarão, irmão de Moisés, primeiro Sumo Sacerdote da Antiga Lei, e figura de grande importância dos acontecimentos em Êxodo]


11. É no SENHOR que confia quem o teme: ele é seu auxílio e seu escudo.
12. § Que o SENHOR se lembre de nós e nos abençoe: abençoe a casa de Israel, abençoe a casa de Aarão;

[Casa é um termo que pode representar uma família (Exodo 2:1), um tabernáculo (Êxodo 23:19; 34:26), e pode aparecer ainda com outros significados]

13. Abençoe os que temem o SENHOR, pequenos e grandes.
14. § Que o SENHOR vos multiplique a vós e a vossos filhos.
15. Que o SENHOR vos abençoe, ele que fez o céu e a terra.
16. § Os céus são os céus do SENHOR, mas a terra, ele a deu aos filhos de Adão.
17. Não são os mortos que louvam o SENHOR, nem os que descem à região do silêncio.

[O v.17 merece uma explicação especial, pois vai ao encontro de Eclesiastes 9:5, onde diz que os mortos nada sabem e sua memória são entregues ao esquecimento. Mas a referência são os que morrem em desgraça, pois Deus livra a alma dos justos da morada dos Mortos(Sl 48,14-16), desta maneira há mortos e “mortos”]


18. Mas nós, os vivos, bendizemos o SENHOR desde agora e para sempre.

[Concluímos que os mortos não estão inconscientes (cf. Is 14, 9-10; 1Pd 3,19; Mt 17,3; Ap 5,8; Ap 7,10; Ap 6,10) e podem estar com Deus e que "O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos" (Prov 15,24)

Devemos levar em consideração também que a palavra sábio depois de Cristo refere-se a aquele que está na perfeição do cristianismo.

Toda essa análise nos leva a outra pergunta; qual significado das imagens então para Igreja, e os Santos?

imagens de querubins: (IRe. 6.29, Ex 25,17-22, Ex 37,7-9, Nm 21,8-9, 1Rs 6,23-29.32, 1Rs 7,25-29.36, 1Rs 8,7, 1Cr 28,18b-19, 2Cr 3,7.10-14, 2Cr 5,8, 1Sm 4,4, 2Sm 6,2, Ez 41,17-21, Hb 9,5)

O Sinal da Salvação, a Serpente de Bronze que o Senhor manda Moisés Construir: Nm 21,4-9

Prostrar, beijar, ajoelhar-se também nem sempre é sinal de adoração, mas de respeito: (1 Reis 1,16-22) e também (Gênesis 27,29) (Êxodo 18,7) (Josué 7,6) (2 Samuel 14,4) (Mateus 18,26) (Atos 16,29) (Números 22,31) (1 Crônicas 29,20) (1 Samuel 25,23)

Se existe passagens que condenam a confecção de imagens:
Lv 26,1; Dt 7,25; Sl 97,7

Outras a defendem:
Ex 25,17-22; 37,7-9; 41,18; Nm 21,8-9; 1Rs 6,23-29.32; 7,26-29.36; 8,7; 1Cr 28,18-19; 2Cr 3,7,10-14; 5,8; 1Sm 4,4, etc.

O que parece uma contradição é portanto apenas uma má interpretação daquilo que no contexto refere-se a “adoração” (prestar sacrifício) a Deuses.

No caso dos Santos, eles não são Deuses, nem são adorados (a eles não se presta sacrifícios), mas se presta homenagens, e como estão próximos a Deus podem interceder.


Prestar Sacrifício: Adoração/Missa: (Jo 6,52-59) (Mateus 26,26) (Marcos 14,22) (Lucas 22,19) (1 Cor 11,23) (1 Cor 11,27-29)

Santos intercessores e não mediadores (a mediação não exclui a intercessão):. (1 Timóteo 2,5)

Os vivos podem interceder:

11 E Deus pelas mãos de Paulo fazia milagres extraordinários,
12 de sorte que lenços e aventais eram levados do seu corpo aos enfermos, e as doenças os deixavam e saíam deles os espíritos malignos. (At 19,11-12).

14 e cada vez mais se agregavam crentes ao Senhor em grande número tanto de homens como de mulheres,
15 a ponto de transportarem os enfermos para as ruas, e os porem em leitos e macas, para que ao passar Pedro, ao menos sua sombra cobrisse alguns deles.
16 Também das cidades circunvizinhas afluía muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais eram todos curados. (At 5,15)

E o que dizer então do valor das relíquias?


20 Depois morreu Eliseu, e o sepultaram. Ora, as tropas dos moabitas invadiam a terra à entrada do ano.
21 E sucedeu que, estando alguns a enterrarem um homem, viram uma dessas tropas, e lançaram o homem na sepultura de Eliseu. Logo que ele tocou os ossos de Eliseu, reviveu e se levantou sobre os seus pés. (2Rs 13,21).

E os Mortos;

(Apocalipse 6,9)

e dos mártires junto a Deus;

(Apocalipse 5,8) (Apocalipse 8,4),

intercedendo;

(Jeremias 15,1) (1 Reis 11,11-13) (Êxodo 32,11-14) (2Reis 13,21).



Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade... Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra... Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade.” (Catecismo da Igreja Católica # 956)



Fontes:


BIBLIOTECA MUNDO HISPANO, DICCIONARIO BIBLICO, J.D. Douglas, Merrill C. Tenney

http://www.veritatis.com.br/

CIC - Catecismo da Igreja Católica

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Dicionário de Latim | Latim - Inglês

Dicionário de Latim - Inglês

Programa versão 1.97FC

Muito bom, recomendado.

DOS, Windows 95/98/NT/ME/2000/XP, OS/2, LINUX - and Mac OS X - console version

Tamanho em torno de 3.3 mb, quando descompactado cerca de 20mb

Para usar descompacte o arquivo em alguma pasta, clique no programa executável words e em seguida digite a palavra ou frase em latim e tecle enter.

LATIN-ENGLISH DICTIONARY PROGRAM
WORDS - Version 1.97FC

Download a free Latin-English-Latin dictionary program for your PC or MAC.

http://users.erols.com/whitaker/words.htm

December 2006 - New release - Version 1.97FC. Additional corrections (all by me in this case). Especially note that the text of the meanings has been spellchecked (American spelling). I recommend downloading this version.

October 2006 - New release of Version 1.97F. There is no change in program. Only change is some corrections to the dictionary (thanks to John White and Jim Stacey). The version number is not changed.

September 2006 - Updated Version 1.97F release. This includes corrections prompted by user feedback (special thanks to Michel Come and Shizuo Asogawa), a few additional tricks, and another 1000 entries in the dictionary, now 39000 entries.

This Latin dictionary program, (WORDS for the PC - DOS, Windows 95/98/NT/ME/2000/XP, OS/2, LINUX - and Mac OS X - console version), takes keyboard input or a file of Latin text lines and provides an analysis/morphology (declension, conjugation, case, tense, etc.) of each word individually, the dictionary form, and the translation (meaning).


VEJA MAIS / SEE MORE: http://users.erols.com/whitaker/words.htm

ATALHOS PARA DOWNLOAD :

DOS


Windows 95/NT/98/ME/2000/XP - 1.97FC


Linux and FreeBSD.


OS/2

Mac OS X


Há um website de Bíblico desenvolvido por Joel Peter Anderson que usa o programa WORDS para processar a Vulgata.

There is a Bible site developed by Joel Peter Anderson using WORDS to process the Vulgate.


http://douay.mrklingon.org/


Veja mais também em: http://users.erols.com/whitaker/words.htm



quinta-feira, 4 de junho de 2009

Revelações do arquivo secreto vaticano: templários não foram hereges

ZP08082208 - 22-08-2008
Permalink: http://www.zenit.org/article-19267?l=portuguese

Revelações do arquivo secreto vaticano: templários não foram hereges


Ainda que tenham se corrompido, o processo foi manipulado pelo rei da França


CASTEL GANDOLFO, sexta-feira, 22 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- Os documentos originais do processo contra os templários, encontrados no Arquivo Secreto do Vaticano, demonstra que foram infundadas as acusações de heresia, ainda que constatem que eles viveram um processo de degradação, revelou «L’Osservatore Romano».

O jornal da Santa Sé publicou em 21 de agosto um artigo de Bárbara Frale, pesquisadora da Biblioteca Vaticana e autora de vários livros sobre o tema, no qual enfoca a ordem militar mais poderosa da Idade Média.

Em sua origem, os templários eram um grupo de voluntários que vivia no Santo Sepulcro, em Jerusalém, oferecendo suas capacidades como guerreiros para defender os peregrinos que viajavam para a Terra Santa.



VEJA MAIS: http://www.zenit.org/article-19267?l=portuguese

Santa Sé não reconhece nenhuma Ordem do Templo (Templários)

ZP06052302 - 23-05-2006
Permalink: http://www.zenit.org/article-11333?l=portuguese

Santa Sé não reconhece nenhuma Ordem do Templo (Templários)


CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 23 de maio de 2006 (ZENIT.org).- A Santa Sé esclareceu que é falsa uma suposta carta do cardeal Angelo Sodano, secretário de Estado, na qual se reconheceria uma Ordem do Templo da qual fariam parte novos Templários.

O falso documento circulou nos últimos meses na Alemanha e assegura o reconhecimento vaticano desta nova ordem de cavaleiros que em alemão leva o nome de «Templerorden». Por este motivo, a Santa Sé recebeu numerosas consultas.

A resposta chegou com uma nota publicada em 21 de maio por «L’Osservatore Romano» na edição diária italiana na qual se afirma que «esta carta é falsa».

«Como é sabido, a antiga Ordem do Templo (Templários) foi suprimida pelo pontífice Clemente V (1305-1314) e nunca foi restaurada por nenhum outro sucessor seu», explica a Santa Sé.

Pelo que se refere às ordens de cavalaria, a nota vaticana confirma que «a Santa Sé, além das próprias ordens eqüestres, reconhece e tutela só à Soberana Ordem Militar de Malta – a Soberana Ordem Militar Hospitalar de São João de Jerusalém, de Rodas e de Malta – e a Ordem Eqüestre do Santo Sepulcro de Jerusalém».


http://www.zenit.org/article-11333?l=portuguese

Cavaleiros de Malta; cavaleiros de verdade, não inventados

ZP06051621 - 16-05-2006
Permalink: http://www.zenit.org/article-11257?l=portuguese

Cavaleiros de Malta; cavaleiros de verdade, não inventados


Uma tradição milenar mais conquistada que a do Templo


ROMA, segunda-feira, 15 de maio de 2006 (ZENIT.org).- Enquanto a Ordem dos Cavaleiros Templários tornou-se famosa graças ao «Código da Vinci», apesar de que tenha sido suprimida há muito tempo, a Soberana Ordem Militar e Hospitalar de São João de Jerusalém, de Rodas e de Malta (mais conhecida hoje como Cavaleiros de Malta), que pode alardear de uma história milenar, continua sendo praticamente desconhecida apesar de seu estenso trabalho internacional.

E, contudo, essa ordem tem uma história muito mais exitosa, cheia de aventuras, complôs e situações dramáticas, e inclusive com final feliz. E está até relacionada com a obra mestra de um famoso artista.

Bernard Galimard Flavigny, jornalista francês de «Le Figaro», narra de novo sua história no livro escrito em francês «Histoire de l’Ordre de Malte». Recentemente, os Cavaleiros apresentaram essa nova história da Ordem em seu impressionante terraço, com vista panorâmica ao Foro de Augusto em Roma, propriedade sua desde a Idade Média.

VEJA MAIS: http://www.zenit.org/article-11257?l=portuguese

As Cruzadas foram um ato de defesa; Não de ataque

ZP06032720 - 27-03-2006
Permalink: http://www.zenit.org/article-10760?l=portuguese

As Cruzadas foram um ato de defesa; não de ataque


Segundo um especialista mundial do tema, o professor Jonathan Riley-Smith


ROMA, segunda-feira, 27 de março de 2006 (ZENIT.org).- As Cruzadas não foram um «exemplo de imperialismo», mas uma tentativa dos ocidentais de defender os Santos Lugares e Jerusalém, afirma Jonathan Riley-Smith, professor da Universidade de Cambridge.

Assim sustentou Smith, um dos maiores historiadores do mundo sobre o tema, em uma mesa-redonda organizada pela Universidade Européia de Roma (UER) sobre o tema «As Cruzadas, entre mito e realidade».

No encontro participaram vinte e dois especialistas de várias universidades européias, que previamente se reuniram no Centro Nacional de Pesquisas de Roma (CNR) para debater sobre as novas perspectivas de investigação neste tema, com respeito às ordens militares (templários, hospitalares, teutones, etc).

O professor Riley-Smith explicou que a interpretação que desprestigiou e depreciou as Cruzadas é fruto das obras de sir Walter Scott (1771-1832) e de Joseph François Michaud (1767-1839).


VEJA MAIS: http://www.zenit.org/article-10760?l=portuguese

O historiador Meschini analisa o filme «Cruzada»

ZP05051601 - 16-05-2005
Permalink: http://www.zenit.org/article-7589?l=portuguese

As Cruzadas imaginárias de Ridley Scott


O historiador Meschini analisa o filme «Cruzada»


VERESE (ITÁLIA), segunda-feira, 16 de maio de 2005 (ZENIT.org).- O filme «O Reino dos Céus» ou «Cruzada» («Kingdom of Heaven»), de Ridley Scott, constitui um «aglomerado de erros históricos», em que «os templários são apresentados como fanáticos estupradores e assassinos».

É a constatação do historiador italiano Marco Meschini, da Universidade Católica de Milão, autor de livros que alcançaram prêmios internacionais sobre as Cruzadas por seu rigor histórico.

Meschini, autor da obra «L’incompiuta», sobre a quarta Cruzada, considera que «paradoxalmente cristãos e muçulmanos se unirão aos protestos contra este filme».



LEIA A ENTREVISTA: http://www.zenit.org/article-7589?l=portuguese

terça-feira, 2 de junho de 2009

Símbolos Cristãos ou Maçônicos ?

Irei atualizar esse artigo paulatinamente para inserir maiores informações sobre alguns símbolos que foram usados no cristianismo e são associados a maçonaria.


Zodíaco: o zodíaco representando as constelações, Deus sobre o tempo e a história, podemos encontrar em mosteiros beneditinos.

Triângulo com olho no centro (conhecido também como "olho que tudo vê" que associam ao olho de hórus) : aparece também na iconografia bizantina como uma representação da Trindade, onicisnciência da presença divina.



O Tau Franciscano: tem um significado bíblico (Ezequiel 9, 1-7) e extra bíblico, perfeição meta propósito, que não se afasta também do seu significado salvífico da cruz primitiva. Apesar de não ter sido criado São Francisco herdou e atualizou seu significado. [1]

O Pelicano: foi usado também para representar Jesus, seu sacrifício, ele é citado na bíblia (Salmo 102) e na sua forma extra bíblico também era conhecido como pássaro que alimenta suas crias com seu próprio sangue até a morte se necessário.


Esquadro, compasso, régua marrete, etc.:

A igreja de são José dos carpinteiros, mantida pela confraria da bandeira do patriarca São José dos carpinteiros e pedreiros de Lisboa tem todos esses símbolos, representam instrumentos de heráldica dos ofícios mecânicos.


Existe também outros símbolos ligados ao ofício de alfaiate. [2]


Caveira: GÓLGOTA
O termo aramaico significa "lugar do crânio"ou da caveira (em latim Calvaria, donde "Calvário"); é o lugar onde Jesus foi crucificado (Mateus 27,33 João 19,17). Era uma pequena colina, fora dos muros de Jerusalém, onde os condenados eram executados. [3]



______

[1] http://www.franciscanos.org.br/carisma/simbolos/tau.php

[2]
Laghans, Corporação dos ofícios mecânicos
Sons, formas, cores e movimentos na modernidade Atlântica
Por Júnia Ferreira Furtado, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais, Universidade Federal de Minas Gerais. Programa de Pós-Graduação em História
[3] Dicionário Bíblico: http://www.bibliacatolica.com.br/dicionario/7.php



Anexo




Os Símbolos

Impedidos de professar a fé abertamente, os cristãos serviam-se de símbolos, que pintavam nas paredes das catacumbas e, com mais freqüência, gravavam nas placas de mármore que lacravam as sepulturas.
Os símbolos e afrescos são como um Evangelho, um sumário da fé cristã.

Ao transformar-se na religião do império romano, o cristianismo guardou muito dessa arte primitiva, que foi reformulada a partir de controvérsias teológicas, que disciplinaram a linguagem simbólica ou icônica.

Os símbolos cristãos mais importantes são:

o Bom Pastor com a ovelha nos ombros representa Cristo Salvador e a alma salva por Ele. Esse símbolo está freqüentemente presente nos afrescos, nos relevos dos sarcófagos, nas sepulturas e estátuas;

a orante: essa figura representada com os braços abertos simboliza a alma que já vive na paz divina;
Agnus Dei: o sacrifício de Cristo;

Áspide : o pecado, segundo o Salmo 90, 13;

Alfa e ômega : a primeira e a última letra do alfabeto grego, significam a eternidade de Deus ou Cristo, início e fim de todas as coisas;

Monograma de Cristo - formado por duas letras do alfabeto grego, o X (qui) e o P (rô), entrelaçados. São as duas primeiras letras da palavra grega “Christòs”, isto é, Cristo. O monograma, colocado numa sepultura, indicava que o defunto era cristão;

Unicórnio, a pureza e castidade de Maria;

Peixe, Cristo - Em grego diz-se IXOYC (iquitìs). As letras dessa palavra dispostas verticalmente formam um acróstico: Iesùs Christòs Theòu Uiòs Soteèr = Jesus Cristo Filho de Deus Salvador. Acróstico é uma palavra grega que significa a primeira letra de cada linha ou parágrafo. É um símbolo, emblema e compêndio da fé cristã.

Cruz, o sacrifício de Cristo;

Cruz, coração, âncora, fé, amor, esperança;
a âncora é o símbolo da salvação, símbolo da alma que felizmente chegou ao porto da eternidade;

riângulo com um olho, a Santíssima Trindade;

Pelicano (aquele que, segundo a lenda alimenta os seus filhotes com a carne do peito), o amor desinteressado;

Pavão (segundo a lenda, imputrescível), a ressurreição da carne.”;

a pomba, com o ramo de oliveira no bico simboliza a alma na paz divina;

a fênix, pássaro mítico da Arábia, que segundo a crença dos antigos ressurge de suas cinzas depois de um determinado número de séculos, é o símbolo da ressurreição.

Entre estes símbolos, a cruz, como ícone de Cristo e da redenção dos cristãos, tem ao longo do tempo, recebido novas formas de representação.

Em contrapartida à obscuridade, à perseguição e ao acanhamento de espaços da época anterior ao Edito de Milão, a arte cristã manifesta-se nos séculos IV e V, através de técnicas mais ricas. Daí chamar-se Arte Triunfal.

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O que foi o Edito de Milão?

02 de abril de 2006
Juan Chapa

Nos primeiros anos do Séc. IV, os cristãos foram de novo perseguidos com furor. No ano de 303, com Galério à cabeça, o imperador Diocleciano, decretou o fato que ficou conhecido como a "grande perseguição", na tentativa de restaurar a unidade estatal, ameaçada, segundo ele, pelo constante crescimento do cristianismo.

Entre outras coisas ordenou que fossem demolidas todas as igrejas cristãs, queimadas as cópias da Bíblia, as autoridades eclesiásticas levadas à morte, todos os cristãos privados dos cargos públicos e os direitos civis, teriam que fazer sacrifícios aos deuses sob pena de morte, etc. Dada a ineficácia destas medidas para terminar com o cristianismo, Galério, por motivos de clemência e de oportunidade política promulgou no dia 30 de abril de 311 o decreto da indulgência, por meio do qual terminavam as perseguições anticristãs. Os cristãos passaram a ter reconhecimento legal e liberdade para celebrar reuniões e construir templos.



Mais detalhes: http://www.opusdei.org.br/art.php?p=16352